O nome parte da referência ao projeto Jazz is Dead e ao modo como gêneros vivos são declarados mortos quando deixam de servir à narrativa de quem os vende, cataloga ou domestica. Quando dizem que uma música morreu, vale perguntar quem assinou o atestado, quem lucrou com o corpo e o que continua respirando por baixo da terra.
A partir daí, olhamos para discos, beats, samples e créditos como pistas. Cada faixa guarda uma rede de relações: quem tocou antes, quem cortou depois, quem assinou, quem ficou fora da ficha técnica, quem transformou ruído em linguagem e quem transformou linguagem em mercadoria.
Não nos interessa tratar o hip hop como nostalgia de vitrine, nem como produto limpo para consumo rápido. Interessa mergulhar e destrinchar o que fica por baixo do verniz: história, trabalho, memória, apropriação, contexto e sobrevivência.
Nenhum beat nasce do nada. Todo grito tem endereço: alguém causou, alguém sentiu, alguém respondeu.