Se o hip hop morreu, a autópsia começa no sample.
Discos, beats e samples como vestígios materiais: quem tocou antes, quem cortou depois, quem lucrou, quem foi apagado e quais conflitos continuam soando por baixo da faixa.
Crítica
Leitura de discos, cenas e disputas culturais.
Samples
Rastros sonoros, créditos e cortes que atravessam gerações.
Arquivo
História viva, contexto e memória sem nostalgia fácil.
Destaques
Álbuns / Editorial
Lançado em 2011, é o álbum colaborativo de Jay-Z e Kanye West como a dupla The Throne. O disco mistura luxo, ego, crítica racial, paranoia, espiritualidade, moda e poder em uma produção grandiosa, com participações de Frank Ocean, Beyoncé, The-Dream e Mr Hudson. Faixas como “No Church in the Wild”, “Otis”, “Lift Off”, “Gotta Have It”, “New Day” e “N****s in Paris” mostram os dois artistas no auge da autoconfiança, mas também cercados por tensão. O álbum teve grande impacto comercial e cultural, estreando no topo da Billboard 200 e ajudando a transformar o rap de luxo em uma estética dominante dos anos 2010.
Álbuns / Editorial
Lançado em 2003, é um dos projetos mais importantes de Madlib como produtor e curador musical. Com acesso ao catálogo da lendária gravadora Blue Note, ele remixou e reinterpretou clássicos de artistas como Donald Byrd, Bobbi Humphrey, Ronnie Foster, Bobby Hutcherson, Horace Silver, Wayne Shorter, Herbie Hancock e outros. O álbum mistura jazz, hip-hop instrumental, loops sujos, bateria quebrada e a estética fragmentada típica de Madlib. Seu impacto está em mostrar que o produtor de rap também pode ser arquivista, músico, historiador e alquimista — tudo ao mesmo tempo, porque dormir é para os fracos.
Álbuns / Clássicos
Lançado em 2005 por DANGERDOOM, une as rimas enigmáticas de MF DOOM com a produção colorida e cinematográfica de Danger Mouse. Construído em parceria com o universo da Adult Swim, o álbum mistura personagens de desenhos adultos, skits absurdos, samples de trilhas antigas e participações como Ghostface Killah, Cee-Lo Green, Talib Kweli e Money Mark. O resultado é um disco divertido, estranho e muito inteligente, que mostra DOOM em uma fase mais cômica, mas ainda cheio de técnica, ironia e referências escondidas.